O Banco Central do Brasil (BC) anunciou os nomes das 14 empresas e consórcios escolhidos para participar do Piloto do Real Digital, um projeto inovador que visa testar a viabilidade de uma moeda digital emitida pelo Banco Central. Com um total de 36 propostas recebidas de instituições financeiras de diferentes segmentos, esse marco representa um avanço significativo no caminho rumo à digitalização do sistema financeiro brasileiro.
As instituições selecionadas incluem empresas de pagamentos, bancos, operadoras de infraestruturas financeiras, consultorias e provedores de serviços de criptoativos. Entre elas, destacam-se duas plataformas nativas de criptomoedas, Foxbit e LoopiPay, dois bancos que já possuem plataformas de criptoativos, BTG e Nubank, e uma empresa de investimentos que também oferece criptomoedas, XP. Além disso, a bolsa de valores brasileira, B3, está participando por meio da venda de ETFs de criptoativos, e quatro empresas especializadas em infraestrutura para ativos digitais, Hamsa, Parfin, B3 Digitas e BBChain, completam a lista.
É importante ressaltar que o Banco Central estabeleceu requisitos rigorosos para a participação no piloto, permitindo apenas que empresas autorizadas a acessar o sistema financeiro participassem ou liderassem consórcios. Essa medida foi adotada visando a segurança do projeto. Apesar disso, o número de empresas de criptoativos que apresentaram propostas por meio de consórcios foi relativamente baixo, e algumas propostas acabaram sendo excluídas por não estarem em conformidade com os regulamentos estabelecidos. Uma equipe de especialistas do Banco Central analisou minuciosamente as propostas recebidas.
As instituições selecionadas, tanto bancárias quanto não bancárias, pertencem aos segmentos prudenciais S1 a S4, que se referem ao tamanho, presença internacional e perfil de risco de cada instituição. Por exemplo, os bancos de maior porte, como Bradesco e Itaú, estão classificados como S1.
A próxima etapa do projeto envolverá a incorporação dessas empresas na plataforma do Piloto do Real Digital até meados do próximo mês. O Banco Central planeja realizar testes de funcionalidades de privacidade e programabilidade usando um caso de entrega contra pagamento (DvP) de um título público federal entre clientes de diferentes instituições. Esse caso de uso específico permitirá que sejam testadas as questões de privacidade, troca de informações entre os participantes da plataforma e a interoperabilidade dos serviços oferecidos.
É importante ressaltar que as empresas participantes do piloto serão responsáveis por cobrir seus próprios custos, e todas as medidas de proteção de propriedade intelectual serão garantidas.
O Piloto do Real Digital representa um importante avanço rumo à digitalização do sistema financeiro brasileiro, abrindo portas para uma maior eficiência e inovação no setor bancário. O Banco Central está empenhado em impulsionar a transformação digital, promovendo maior inclusão financeira e melhorando a experiência dos usuários. A participação dessas empresas nesse projeto pioneiro é um sinal positivo de que o futuro do sistema financeiro brasileiro será cada vez mais digital e tecnologicamente avançado.
